terça-feira, 19 de julho de 2016

Histórias e conversas de mulher

           
Histórias e conversas de              mulher





Autor: Mary del Priore



Editora: Planeta




Resenha: ‘Histórias e conversas de mulher’ é uma análise histórica da evolução da luta das mulheres por igualdade. Achei o livro simplesmente fantástico. Ele relata fatos, cartas, trechos de revistas, falas e muitas outras coisas que nos ajudam a entender o contexto em que o livro começa. Apesar do livro não contar uma historinha e sim um estudo, ele nem por um segundo é cansativo ou tedioso. 

Eu não senti em momento algum aquela sensação de ‘vamos continuar lendo, vai que melhora lá na frente’, e acredite, a maioria dos livros passam essa sensação em alguns momentos.  O livro fala de temas polêmicos e como eles eram tratados antigamente, e como a mulher sofria preconceitos de todos os lados, até mesmo das próprias mulheres. 

Propõe uma reflexão sobre o porquê de pensarmos algo positivo ou negativo sobre certa coisa, será que nascemos pensando isso ou isso está enraizado em nós e nós não percebemos?
Fala sobre a constante luta de desconstruir preconceitos que estão em nós desde sempre.
Como ele é uma análise histórica, ele está sempre em movimento, e a fluidez da escrita é maravilhosa. Realmente amei lê-lo e recomendo muito.


Nota: 5/5

Como viver eternamente

Como viver eternamente





Autor: Sally Nicholls


Editora: Geração Editorial



Resenha: O livro conta a história de um menino chamado Sam, que tem leucemia. Com apenas onze anos, Sam precisa lidar com isso, e ele tenta da melhor forma possível. 

Ele tem um amigo que o ajuda a lidar com muitas situações, chamado Felix, que tem um câncer terminal. Eu gosto de como o livro fala sobre essa situação de uma criança lidando com sentimentos tão ‘profundos’ como a perda, medo da morte, medo de deixar as pessoas que você ama tristes, e ao mesmo tempo mostra uma visão mais geral da situação. O livro é em primeira pessoa, mas você consegue perceber como os pais lidam com isso, o que os outros personagens pensam, etc. 

Apesar desses fatores positivos, eu não gostei do livro em geral. Achei que ele queria muito mostrar como a morte rodeia essas pessoas, e eu acho que o livro pecou nesse sentido. Focou muito na doença, e o personagem ficou totalmente perdido. 

Gostei das participações do amigo Felix, que por sua vez não gosta muito de falar ou pensar sobre sua situação. Eu entendo que o objetivo do livro é mostrar exatamente essa eterna convivência com a doença, porém acho que foi um pouco apelativo. Achei o modo como o autor relata os fatos pobres de detalhes e um pouco desconexos. 

No geral, é uma boa história e um livro não tão bom assim. 
Nota: 2/5